domingo, 9 de março de 2014

Iniciativa pioneira da Universal marca história do México

Iniciativa pioneira da Universal marca história do México

Pela primeira vez, em toda a história do país, uma igreja terá um templo dentro de um presídio








Quando uma pessoa procura viver de acordo com as leis estabelecidas, não imagina que, de repente, possa ser privada da liberdade. O mexicano Etimosen Bello Vera (foto abaixo) tinha uma família unida. Durante anos trabalhou e conquistou um patrimônio.
Entretanto, de um momento para outro, um dos clientes da empresa dele o processou e ele acabou condenado e preso, ficando recluso por quase 2 anos. “Foi o início dos piores anos da minha vida”, conta Etimosen, que afirma ter sido preso injustamente.
Na cadeia, ele sentia-se impotente ao pensar na esposa e nos filhos, que embora permanecessem unidos frente ao acontecimento, lutavam para manter os negócios da família, mas, infelizmente, acabaram perdendo tudo.






Ele viveu no corpo e na alma o sofrimento de estar encarcerado, tal como vivem hoje os quase 8 mil detentos do Reclusorio Sur (Penitenciária Sul) do Distrito Federal (México), onde Etimosen passou dias de amargura.
Foi lá também que, no final do mês passado – pela primeira vez na história do México – uma igreja cristã foi instalada dentro de um presídio. Em um lugar simples, porém, santo. Na parede principal, os dizeres "Jesucristo es el Señor" (Jesus Cristo é o Senhor) anunciam um Nome capaz de mudar vidas, transformar lágrimas em profunda alegria, mudar o curso de qualquer situação.
E não é de hoje que essa Igreja, a Universal, tem trabalhado em prol dessas pessoas. Há muitos anos realiza um intenso trabalho de evangelização em unidades prisionais, inclusive na Penitenciária Sul, levando mensagens de vida e esperança àqueles que, por motivos diversos, acabaram marginalizados.
Etimosen conheceu a Universal quando já estava livre do cárcere. Ouviu a Palavra de Deus, o que lhe deu forças e motivação para mudar de vida. Aprendeu a usar a fé e, como consequência, tanto a vida dele como a da família foi restaurada, em todos os aspectos. Desde então, lhe nasceu o desejo de levar essa mesma Palavra de fé, esperança e Salvação aos ex-companheiros de prisão. A mesma que mudou radicalmente a sua vida.
Ele lutou junto às autoridades prisionais para que essa igreja fosse aberta, inclusive, apoiou economicamente para que esse sonho se tornasse realidade. 
Universal iniciou sua trajetória no México em 1992, inaugurando o primeiro templo no bairro San Cosme, também no Distrito Federal. Recheada de histórias de lutas e perseguições, não desanimou face aos ataques sofridos nesses anos todos. O bispo responsável pelo trabalho no país, Paulo Roberto Guimarães(foto abaixo), relembra esses momentos:







“Sofremos muitas perseguições, discriminação, tivemos pastores presos e deportados por pregar o Evangelho. Foram muitas barreiras que tivemos de vencer e, quando chegamos ao México, havia apenas 26 igrejas, muitas tinham sido fechadas, mas, graças a Deus, vencemos os obstáculos e, hoje, com a ajuda e a direção do Espírito Santo, contamos com 170 templos em toda a república mexicana. Por isso, a primeira igreja cristã dentro de um presídio é motivo de grande alegria para todos.”
Parceria de fé
O bispo destaca que a preocupação da Universal sempre foi e será salvar e reintegrar esses indivíduos à sociedade. “É um sonho da fé que se torna realidade, um dia muito esperado que Deus tornou possível. Nesse novo lugar, pessoas aflitas encontrarão em Deus refúgio e liberdade e, por meio da fé, aprenderão a vencer quaisquer obstáculos.”






Na reunião inaugural, ele fez questão de agradecer a Deus, em primeiro lugar, por mais essa porta aberta, e pela presença de todos, inclusive do ex-detento Etimosen.
O bispo agradeceu também pela presença do diretor do Departamento de Tratamentos Auxiliares do Presídio Preventivo Varonil Sul, Pedro Flores Garcia, que elogiou o empenho da Igreja no apoio ao encarcerado.
“O trabalho feito por vocês com os internos é magnífico, já que muitos estão perdidos espiritualmente e necessitam reencontrar-se consigo mesmos. Espero que renda frutos e se estenda às demais penitenciárias do país”, ressaltou Garcia.

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